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O primeiro encontro


           

Já era tardezinha de um dia ensolarado quando finamente eles decidiram se encontrar, seria a primeira vez dele, a primeira vez em tudo, seria o primeiro beijo, o primeiro aperto de mãos, a primeira cantada, o primeiro olhar com segundas intenções... Ela já era experiente, já havia sentido essas sensações antes, embora tudo aquilo que ainda estava pra viver fosse algo único, mágico, algo que poderia ser comparado à uma primeira vez.
Tudo combinado horas antes, pra depois da aula... no teatro amazonas. Seria o grande momento esperado pelos dois durante dois ou três longos dias de ansiedade. Ele como de costume já estava à flor da pele pensando em mil possibilidades de fazer a coisa certa e imaginando mil e uma possibilidades de essa coisa certa dar errado. Ela ficou nervosa também pensando e imaginando as mesmas coisas que ele.
Toca o sinal, os alunos saem das salas e seguem em direção ao anfiteatro do colégio, nesse dia teria hora cívica. Mas para ele a hora cívica era apenas uma oportunidade mais que perfeita para sair cedo e encontrar com a pessoa que mudaria a sua vida para sempre, para ela seria a mesma coisa.
Ele foi o primeiro a sair da sala, antes mesmo do sinal tocar já estava impaciente, contando os minutos como se fossem trocados, estava alheio ao que acontecera ao seu redor. Não existiam seus colegas de classe e muito menos o professor, a partir daquele momento duas coisas tomavam conta de seus pensamentos: os minutos que insistiam em passar em câmera lenta e é claro Ela...
Ao sair da sala ele olha para sala dela e tenta avistá-la para ter certeza de que o que tinham combinado iria mesmo acontecer, mas ele não a vê. Seu semblante começa a mudar, de repente uma leve tristeza invade seus olhos e um pensamento lhe assombra. – Será que ela desistiu?
Ele então caminha meio cabisbaixo pelo corredor e resolve esperar na janela, de lá fica observando o movimento das pessoas se preparando para a hora cívica. Após alguns minutos de solidão e incerteza, uma mão toca-lhe o ombro e uma voz doce lhe indaga: Oi, e aí a gente ainda vai?
Embora ele estivesse esperando por aquele momento há algum tempo e estivesse ansioso por isso, o fato de não ter acontecido como tinha planejado acabou provocando nele uma sensação de desistência da parte dela, implicando assim num relaxamento natural. Mas quando ele sentiu aquele toque e escutou aquela voz, seu mundo parou. O coração bateu mais forte e acelerado, suas pernas ficaram bambas, suas mãos suaram como nunca antes e sua boca parecia que estava com paralisia, nesse instante a única palavra que conseguiu pronunciar após um súbito esforço foi: Vamos!
Pela primeira vez em sua vida algo estava dando certo, era sinal de que a felicidade estava próxima, e naquele momento só uma coisa passava pela sua cabeça: - Se não for hoje não vai ser nunca mais.
Passado o turbilhão de emoções em poucos segundos, os dois caminharam pelo corredor, desceram as escadas, passaram pela porta e finalmente saíram do colégio rumo ao Teatro
Amazonas, local escolhido por ele para um primeiro encontro romântico. Afinal existe local mais apropriado pra se pedir alguém em namoro que não o Teatro Amazonas? Pensava ele.
Já em direção ao Teatro, velhos pensamentos e imaginações voltavam à tona. Àquela altura já estava pensando em mil possibilidades de fazer a coisa certa e imaginando mil e uma possibilidades de a coisa certa dar errado.
À poucos metros de chegarem ao Teatro os dois se deparam com alguns amigos da sala dela, ela fica constrangida de ter encontrado seus amigos, é nítido em sua expressão. Ele também fica constrangido, mas aquela situação inesperada causara nele uma preocupação desmedida, em sua mente vagava o seguinte pensamento: - Isso não podia ter acontecido, agora todo mundo vai saber que a gente está junto e saiu pra namorar. Mas o pior é pensar que a gente pode vir a não namorar. Ai meu Deus.
Passado o susto desse encontro inesperado os dois finalmente chegam no Largo com o Teatro Amazonas de pano de fundo. Ele querendo demonstrar ter atitude, convida ela para sentar em um dos bancos que ficava embaixo de uma árvore afim de aproveitarem a sombra, porque como já foi dito, nesse dia o clima estava ensolarado.
Após sentarem-se começam a falar sobre vários assuntos que não tem nada a ver com o verdadeiro propósito do encontro. Os minutos passam, ele começa a ficar impaciente, pensa que mais uma vez tudo dará errado e que não está sabendo lidar com aquela situação. Ela estava calma, apenas esperando que ele a conduzisse pra onde quisesse, pois naquele momento o que ela mais queria era ser só dele.
Um casal de namorados que estava sentado na frente deles resolve sair de lá, os dois já estavam ficando sem assunto e então ele decide num ato de coragem e de desespero convidá-la para passear em torno do Teatro. No caminho ele só imaginava em como dizer as palavras certas para conquistá-la de vez. Tentando pedir a Deus uma luz, ele olha para o céu e recebe o sinal que estava esperando. Como que se fosse combinado naquele dia o sol brilhava intensamente, mas ao mesmo tempo tinha uma lua crescente ofuscada pelo brilho do sol, mas visível a olho nu. Neste exato momento, uma música lhe vem à mente: O poeta está vivo, do Barão Vermelho. Essa música contém um trecho que diz mais ou menos assim: “Todo mundo é parecido quando sente dor, mas Lua e Sol ao meio-dia só quem está pronto por amor”.
Tudo parecia conspirar a favor deles dois, sentindo isso, ele tem a certeza de que essa frase é a ideal para dizer a ela antes de lhe dar o primeiro beijo. E foi exatamente isso que ele fez. Olhou pra ela e disse a frase que parecia ter sido feita sob medida para eles, como se o que nela estivesse escrito passasse a fazer sentido na vida deles. Após o primeiro beijo, o primeiro olhar, o primeiro abraço, o primeiro carinho como namorados de fato, depois de tudo isso, eles realmente estavam prontos para o amor.

Bruce Andrade

O PROCESSO DE LOCOMOÇÃO DE SEMOG – MISTIFICADO.



O ritual de locomoção do guerreiro Semog caracteriza-se pela grande carga horária em que ele é sujeito a enfrentar todos os dias. Este ritual é dado de forma diária porque o guerreiro desta tribo acredita que não conseguirá chegar a nenhum de seus santuários de aprendizagem por outro método. Para povos vizinhos que analisam o ritual de fora, chega a ser quase torturante a cerimônia rotineira de Semog para se locomover no seu habitat.
Logo no descansar da lua o guerreiro faz sua cerimônia de preparo em forma de higiene corporal para que possa ser aceito entre o povoado, depois de vestir-se com os mantos diários Semog sai de seu santuário particular e começa seu ritual de deslocamento ao longo das terras de sua tribo. A locomoção é possível através de grandes máquinas que lembram alguns grandes animais como o elefante por exemplo... a máquina constituída de quatros pés feitos de borracha, passa controladamente entre pontos específicos de dentro da tribo. Os guerreiros mais experientes sabem sempre o horário em que o grande animal passará pelo local, enquanto os menos experientes muitas vezes se perdem da máquina com os pés de borracha.
Dado o horário, os pés de borracha chegam aos pontos previstos no período esperado e Semog embarca no animal da mesma forma em que um homem pode ser engolido por uma baleia. Dentro do pés de borracha há uma infinidade de indivíduos de diversas tribos vizinhas, uma recompensa é cobrada pela administração da máquina a cada vez que um embarque é feito, é essa recompensa dada que permite o guerreiro chegar em seu santuário de aprendizagem. Enquanto a administração da máquina fica responsável pelo recolhimento das recompensas, o coração do animal faz ele correr no tempo certo para que guerreiros de grupos vizinhos também possam se locomover dentro da tribo.
Por mais que sejam rivais, os guerreiros que embarcam no animal são obrigados a comporta-se civilizadamente uns aos lados dos outros, o coração da máquina não permite qualquer tipo de guerra ou desentendimento dentro. Enquanto o animal corre pelo meio da tribo percorrendo os santuários de cada guerreiro, o tempo vai passando e é chegado também o santuário de Semog. Uma espécie de apito, assuvio, como o grito de uma coruja é responsável por alertar o coração dos pés de borracha que o santuário desejado está próximo. Depois que chega em seu destino, o guerreiro Semog abandona o animal temporariamente para depois repetir novamente todo o ritual.





        João Gomes

Ressuscitou!!!! (isso é qualquer coisa)


          Depois de alguns meses, muitos pedidos iguais em objetivo, normalmente de duas pessoas próximas a mim....Eu tomei coragem, passei por todo o processo e estou aqui, para (como diriam meus queridos da sala mais linda de Jornalismo) ESCREVER QUALQUER COISA!
          Desculpe-me querido leitor se a ressurreição desse blog não for merecida, nem ao menos parecida com a esperada por sua preciosa mente...quem sabe com o tempo eu aprenda a fazer as devidas honras,( e eu devo isso a uma colega de classe)
MAS AGORA VAMOS AO QUE INTERESSA!
          
          UMA COISA=UMA ABOBRINHA(conhecida de todos é claro)

          "Para alguns é um mistério sem solução, uma maldição que persegue os seres humanos, mas quem é que nunca tentou esticar sua querida língua até o cotovelo, e desanimado por fazer parte do grande grupo que não consegue fazer isso, se perguntou:
         - Por que eu não consigo alcançar o cotovelo com a língua?
          Não serão necessárias teorias científicas, ou pesquisas sem fim para a obtenção da resposta. Ela é extremamente simples e pode ser encontrada na anatomia, com auxílio da matemática.
          O corpo humano em seu desenvolvimento, promove padrões proporcionais para os seus membros, e com isso vemos que o tamanho do braço é maior que o do pescoço angulado para frente somado com o comprimento horizontal da cabeça e o comprimento da língua em sua externalização.
           Assim, fica claro que a não ser que você tenha um braço de anão de jardim, ou um pescoço de girafa, ou até uma língua de sapo, ou até mesmo seja apenas um ser humano anormal, NÂO CONSEGUIRÁ ALCANÇAR O COTOVELO COM A LÍNGUA."

Desculpe desapontá-lo(la)(s)!!!


E obrigada por ficarem até o final!!! Até a próxima!!

Ciclo Prazeroso



Ciclo Prazeroso

Aquele olhar cativante
Aquele sorriso espontâneo
Aquele abraço apertado
Aquele fungado desejado
Aquele beijo inesperado
E aquele prazer de ficar ao lado inexplicável
Ficaram pra trás e só restou ás lembranças

Ora, quem não teve esse prazer ou ainda quer sentir?
Mas quando há fim
A dor acaba com essas sensações
Turbilhões de pensamentos e sentimentos se tornam
Indesejáveis
Imensuráveis
Que parecem nunca ter fim
Tornando você prisioneiro temporário de flashes recordativos mentais

E um dia a vontade de sentir a sensação de liberdade no seu interior
Como dois cavalos selvagens soltos no campo
Vêm á tona
E você percebe como pode se permitir a sentir prazer novamente
Pois não a nada melhor que um novo amor para curar um amor fracassado.




By: Cássia de Souza


Eu me lembro...


O 11 de setembro é sempre uma data nostálgica. Nostálgica porque lembra o ataque as torres gêmeas que  ocorreu há 11 anos atrás.Uns falam que é excesso de patriotismo americano, outros falam que houve ataques mais importantes.Fora as teorias malucas que dizem que foi uma grande farsa, que na verdade os aviões eram mísseis, entre outros.

Irmãs Burnett
Eu já assisti a tanto documentários sobre essa data, principalmente o 112 minutos que mudaram o mundo. Mas de todos,um  realmente me tocou o coração: Os Órfãos de 11 de Setembro.Ele mostra as crianças que foram assim apelidadas depois que perderam os pais em um dos ataques.Caitlin Langone,a filha de um bombeiro,nem chegou a enterrar o pai. Nem o corpo do meu pai, nem o do meu tio Peter foram encontrados, mas, no fim, fizemos um funeral para eles. Nós não sabemos exatamente o que aconteceu; mas eu sei que um homem se lembrava de ter falado com um bombeiro alto de cabelos grisalhos, que o ajudou a sair de uma das torres e depois voltou para ajudar outras pessoas. Eu tenho certeza de que era meu pai: ele teria continuado ajudando as pessoas, tanto tempo quanto precisasse. De certa forma, é a maior consolação que eu tenho que, pelos menos, ele morreu fazendo o trabalho que ele amava’. Me lembro das irmãs Madison, Halley e Anna Clare Burnett, alegres e sorridentes que apareciam em programas de TV, falando em como o pai foi um herói lutando contra os terroristas para não fazer o avião chegar ao destino final.Me lembro do menino,Rodney Ratchford, que perdeu a mãe que trabalhava no pentágono,e junto com ela perdeu o rumo também. "Depois que a minha mãe morreu, eu fiquei com muita raiva. Eu queria machucar as pessoas, por causa do que estava acontecendo comigo. Parecia muito injusto que eu acordava todos os dias sem uma mãe para quem dizer bom dia’. Lembro-me da menina muçulmana,Thea Trinidad, que estava indignada pela morte do seu pai, que trabalhava no World Trade Center. "O que eu achei difícil foi viver, durante anos, com o pensamento de que a morte do meu pai foi planejada – que era assassinato, e que os assassinos traçaram tudo por muito tempo, e que ele ligavam muito pouco para as vidas das pessoas que eles tirariam, ou para suas famílias. Eu não odeio as pessoas por que elas são de determinada religião ou de certa parte do mundo, mas eu odeio as pessoas que estava envolvidas – especialmente o Osama Bin Laden. A morte dele neste ano foi certamente merecida: mas, por outro lado, não trouxe o meu pai ou de ninguém de volta’. A verdade é que as vitimas não se limitam só àquele dia, hoje, pessoas ainda enfrentam as consequências.
Para mim, hoje é um dia de reflexão. Penso na dor, no descaso, na indignação, mas penso ainda mais na falta que a pessoa faz. A falta do cheiro, do abraço, do tom de voz, do olhar, tirados de uma hora para outra, em um piscar de olhos.Só quem já perdeu alguém que ama conhece essa dor, esse vazio.A saudade é a que fica.A indignação também.
Não falo isso só pelo 11 de setembro, eu me lembro de todos os outros. Do sangue de vários inocentes derramados que a história mundial coleciona. Da primeira e da segunda guerra mundial, do atentado em Madri, dos civis e soldados que foram mortos no Iraque, das guerras pela independência, dos judeus, dos ameríndios e fechando um pouco esse círculo abrangente, me lembro de canudos, da sabinada, das torturas feitas na época da ditadura, da chacina indígena. Me lembro das crianças inocentes que foram mortas em Realengo, me lembro da pequena Isabella Nardoni, da Eloah,  me lembro dos 6 jovens que foram mortos recentemente  na Baixada Fluminense,me lembro dos nomes das vítimas da violência que eu li no jornal.Me lembro que nesse momento enquanto você está lendo esse texto, pessoas estão morrendo na Síria,no Oriente Médio e na África.Para mim, tudo se resume a SANGUE INOCENTE DERRAMADO.Meu onze de setembro é dedicado a todas elas: as vítimas da violência que não mede o porque ou a quem.



Link para saber um pouco mais sobre o documentário: http://extra.globo.com/noticias/mundo/orfaos-do-1109-contam-suas-historias-uma-decada-apos-atentado-2599644.html#ixzz26DSFPMma

Olimpíadas: Uma crítica


Esse texto será triste e alegre. Alegre porque Olimpíadas é só alegria. Eu acordava 4h30 com muita disposição. Até que as Olimpíadas acabaram (essa é a parte triste). Foram 16 dias de várias modalidades muito maneiras, outras nem tanto (Remo). Remo era chato. Foram 16 dias em que não importava a etnia, cor, política, crise econômica, NADA, só esportes e atletas dando o seu melhor (nem todos né Fabiana Murrer). Pra exemplificar, em 2000, na Olimpíada de Sydney registrou um ato histórico. Sob uma única bandeira, as delegações das Coreias do Norte e do Sul desfilaram juntas no estádio Olímpico. O espírito olímpico pareceu apaziguar a pseudo-rivalidade construída pelos regimes políticos rivais. Que lindo, não?

E o Brasil. Eita país maravilhoso. Olimpíadas é uma coisa tão bonita e emocionante que falar de política, Ministério dos Esportes, Ministério da Educação, COB, etc, seria sujar meu querido texto, então vou me prender somente a performance dos atletas sem me aprofundar em questões externas...tipo a falta de planejamento, organização, educação, escolas, pequenas coisas né minha gente. Coisas que se existissem, com certeza, nosso desempenho olímpico seria melhor.

Antes de falar dos brasileiros, alguns atletas/países merecem ser mencionados. Começando por ninguém mais ninguém menos que Michael Phelps. Com seus resultados em Londres, se tornou o atleta mais medalhado da história com 20 pódios olímpicos. Sendo 16 de ouro. Simplesmente um gênio. Próximo: Corredores jamaicanos. Eu não sei o que eles comem lá, mas eles dominam as raias de velocidade brincando. Começando pelo maior corredor da história: Usain Bolt. É irritante e incrível a facilidade com que ele ganhou suas corridas em Londres. E pra completar foram apresentados ao mundo 2 corredores da Jamaica que têm tudo pra dominar as Olimpíadas nas próximas duas edições. E a Grã Bretanha. Se há uma obrigação do país anfitrião de fazer uma grande Olimpíada, nessa edição, não houve vergonha. A Grã Bretanha fez um papel incrível, só ficando atrás dos EUA e da China.  Uma das cenas mais emocionantes dessa edição aconteceu na esgrima. A sul-coreana Shin Lam  ficou sentada na pista quase uma hora após sua derrota. A atleta e seu treinador alegavam que o cronômetro havia zerado quando sua oponente, Heidemann, marcou o ponto da vitória na prorrogação – o duelo estava empatado em 5 a 5, resultado que classificaria Shim. Após muita reclamação e um protesto formal, os árbitros confirmaram a vitória da alemã. O pior veio depois, a Federação Internacional de Esgrima admitiu o erro. Shin Lin recebeu uma menção honrosa e pedidos de desculpas.

Vamos aos brazucas. Os dividirei em 3 categorias: "Participou bem", "Ridículo" e "NOOOOOOOOSSA"

Participou bem


Murilo, da Seleção Brasileira
de Vôlei Masculino.
O Volêi Masculino sofreu na final uma virada inacreditável, ficando "só" com a prata, mas nada a se reclamar. Esse time tá em processo de reformulação e o que o Bernardinho e sua geração fizeram pelo vôlei deve e será lembrado pra sempre. O Vôlei de Praia podia ir mais além das medalhas de prata (Alison e Emanuel) e bronze (Juliana e Larissa), mas infelizmente seus oponentes estavam em dias melhores. Mas os brasileiros são os melhores, 2016 o ouro não escapa.. A Vela sempre trouxe o ouro, mas dessa vez só veio um bronze (Robert Scheidt e Bruno Prada). Espero que haja herança desses velejadores brasileiros incríveis que dominaram de 2004 até 2012. Natação Masculina: Bruno Fratus nadou muito bem. Cielo. É claro que queríamos (e ele tinha capacidade de sobra pra isso) o ouro, mas valeu muito sua medalha de bronze. Ginástica: o elenco brasileiro deu muito azar. Lesões atrás de lesões minaram as grandes chances de medalhas dos nossos ginastas, em condições boas, tenho certeza que eles(as) brigariam pelos pódios. Os maratonistas correram muito bem, ainda mais o Marilson Gomes, chegou em 5°. Paulo Roberto Paula foi o 8° colocado, e Frank Caldeira chegou em 13º. Com apoio e investimentos necessários esses atletas iriam muito mais longe, simples assim. Atletismo: Geisa Arcanjo participou muito bem, com 20 anos,  7° colocada no arremesso de peso. Rosângela Santos e Evelyn dos Santos foram semifinalistas nos 100m e 200m. Entre os homens, Aldemir Gomes e Bruno Lins também foram às semis dos 200m. Basquete Masculino: perderam nas quartas pra Argentina mas não há motivo pra tristeza. O que se deve comemorar é o novo momento. Depois de 16 anos voltar e jogar de igual pra igual contra grandes seleções. É o recomeço do nosso basquete, essas Olimpíadas foram só o início.

Ridículo


Leandro Guilheiro.
Vou começar pela minha maior decepção nessas Olimpíadas: o judoca Leandro Guilheiro. No ranking de sua categoria é o primeiro e nem chegou perto das finais. Ele até começou bem, passou da primeira fase. Depois fez um papel pífio. Que perca, mas perca lutando, brigando, não como ele, apático, parecendo aceitar a derrota quando seu oponente marca um ponto a 2 minutos do cronômetro zerar. ELE NEM TENTAVA DERRUBAR O OUTRO CARA. Enfim. Próxima. Fabiana Murrer. Como já falei, tudo bem não conseguir, mas que seja tentando, não culpando o vento. Apesar do seu gabarito, nem chegou as finais. Pelo visto o vento só soprava em cima dela, porque suas oponentes pegaram a vara (sem risos) e tentaram fazer o seu melhor. Maurren Maggi. Deixou a pista do Estádio Olímpico de Londres em 15º lugar pelos 6,37m que alcançou na primeira tentativa – queimou a segunda e fez 6,27m na terceira. Muito pouco pra uma campeã olímpica. Futebol Masculino. Pensei em botá-los no "Participou bem", só pensei. Medalha de prata, beleza. Mas acontece é que o plano da CBF e do Mano Menezes era sair de Londres com um time formado e não foi o que aconteceu. Na verdade só mostrou outros problemas. Na final pecou pela soberba e pela falta de conjunto. Perdeu pra seleção olímpica do México...amigos, até uma derrota pra seleção principal do México seria uma vergonha, quanto mais essa. Futebol feminino retornou ao Brasil com a eliminação nas quartas de final diante do Japão. Amargaram a pior campanha da história no torneio olímpico. Natação Feminina. Só foram passear e nadar mal, mais sorte pra elas em 2016.

NOOOOOOOOSSA


Esquiva
Adriana Araújo
Começando pela minha maior alegria: O boxe. Esse esporte está em decadência por causa da febre MMA. Aí, vão pra Londres 2 irmãos, os irmãos Falcão. OS CARAS SAEM BATENDO EM TODO MUNDO. Yamaguchi Falcão levou o bronze e seu irmão, o Esquiva, pegou a prata. Ah, e a Adriana Araujo pegou o bronze. Pra vocês terem uma idéia, o boxe brasileiro fez nessa edição dos Jogos Olímpicos mais do que em toda sua história. É de se emocionar porque imagino a falta de apoio que eles enfrentam, e mesmo assim, lutaram de igual pra igual com todos os grandes pugilistas de outros países. A própria Adriana, após ganhar sua medalha, desabafou e não poupou críticas ao presidente da Confederação Brasileira de Boxe, Mauro José da Silva e entre outras reclamações disse que já ter sido "muitas vezes humilhada por ele". Daí tiramos o quanto de apoio ela tinha e isso aumenta mais seu feito. Continuemos. Vôlei Feminino. Começaram mal, o time tava mal, tava tudo mal, mas lideradas pelo GÊNIO Zé Roberto, o time deu a volta por cima e venceu de forma brilhante os Estados Unidos na final e encaçapou o ouro. Arthur Zanneti. Só quem acompanha muito a ginástica conhecia esse cara (eu não conhecia), aí o cidadão vai na dele, quietinho, só no sapatinho, se pendura nas argolas e DÁ UMAS PIRUETAS MUITO LOUCAS, de dar inveja a qualquer chinês (E deu mesmo. Depois da derrota, o chinês que pegou a prata ficou chorando pra arbitragem). Palmas pra esse ginasta medalhista de ouro. E palmas pro treinador dele. E o ouro da Sarah Menezes, os bronzes da Mayra,Rafael Silva e Kitadai, hein? hein? INCRÍVEL. Eles mandaram muito bem. O judô brasileiro já era uma potência e eles elevaram ainda mais nosso status, uma salva de palmas pra eles por favor. Yane, medalha de Bronze no pentatlo moderno. Acredito que a maioria da população nem sabia o que era pentatlo moderno. Mas agora graças a Yane, muitos sabem. Thiago Pereira, esse cara atingiu níveis incríveis. Em 2011, no Pan de Guadalajara, com oito medalhas, se tornou o maior campeão brasileiro na história da competição. E em Londres, ganhou a medalha de prata nos 400m medley, superando até um tal de Michael Phelps.
Arthur Zanneti

Considerações adicionais: Badminton é um esporte, é tipo tênis. Djibouti e Vanuatu são os nomes de dois países que existem. Algumas pessoas com câmera de celular fariam um cobertura melhor do quê a da Record.

É isso. Londres 2012 foi incrível e não se esperava menos. Quem viu, viu, quem não viu, só daqui 4 anos. E vai ser no Brasil, e isso não é motivo de orgulho pra mim. Lá se vai mais dinheiro público pra construir arenas de grande rendimento. Enquanto as escolas, que são os celeiros de atletas e campeões continuam esquecidas. O esporte não é só um jogo de perde ou ganha. É ferramenta de construção. Ajuda na formação de pessoas, de cidadãos por meio do esporte. É possível priorizar isso e ganhar medalhas em consequência. No geral, O Brasil piorou de Pequim até Londres. Mas o Comitê Olímpico Brasileiro se diz satisfeito. Parecem viver num universo paralelo. Onde não importa o quanto e o que custe, o que importa é sediar o evento. Enfim, tchau Londres, que Rio-2016 nos traga mais alegrias, e como bom brasileiro e amante de esportes, sei que trará. Um abraço à todos e lembrem-se: em 2012 tem Campeonato Mundial de Remo, não percam.



Por Anilton Junior.

Belo Monte de problemas


      Em 2 de julho de 1942, o jornal de maior influência no continente americano, The New York Times, publicou uma pequena nota, na sexta página, divulgando o extermínio de mais de 1 milhão de judeus na Alemanha. A notícia foi vista praticamente como insignificante pela população do Ocidente. Hoje, 70 anos mais tarde, fatos análogos a este continuam a ocorrer, por mais absurdo que pareça.

      Já foi anunciada por diversas vezes, a condenação à morte de 40 mil indígenas habitantes da região dos rios Xingu e Bacajá, em razão da construção da Hidrelétrica de Belo Monte. A exemplo dos irmãos Vilas-Boâs, heróis sertanistas que dedicaram suas vidas em prol dos povos indígenas do Xingu, o cacique  Raoni Metuktire, da etnia caiapó, é conhecido internacionalmente por sua luta pela preservação dos povos da floresta. Cacique Raoni há tempos se destaca como um dos principais ativistas contra Belo Monte, ele implora pelo respeito aos direitos das tribos que serão  afetadas por este desastroso empreendimento:


    “Peço que os povos indígenas sejam respeitados, e não só os indígenas mas também todos aqueles que vivem perto da barragem de Belo Monte, eu vou pedir que eles não represem o rio, que não construam a barragem, para que a água possa fluir naturalmente e os peixes possam viver. Para que nossos filhos e netos possam comer...
                                         
                                   Matéria:  Cacique Raoni defende direitos de povos indígenas


       A construção do complexo hidrelétrico de Belo Monte acarreta no desvio das águas, assim como na redução da vazão do rio Xingu no trecho da Volta Grande, o que consequentemente geraria efeitos em cadeia sobre a flora e fauna nas florestas marginais ou inundáveis. Outra consequência seria o aumento do movimento migratório, que ocasionaria o aumento populacional na região e provocaria a escassez dos recursos naturais, esta escassez por fim, levaria às invasões das terras indígenas.


    Apesar de toda evolução do pensamento humano, ainda é visível a herança da ignorante mentalidade hegemônica do homem  branco sobre o homem indígena. A antropologia explica que índios não tem nada de primitivos, muito pelo contrário, são sociedades extremamente evoluídas. Se aproximam ao máximo da sociedade utópica socialista que nós “civilizados” buscamos atualmente. Os indivíduos indígenas são indivíduos conscientes, que seguem os princípios herdados da família e valorizam acima de tudo o respeito, essencial para o bom relacionamento social. Ainda se destacam pela tecnologia empregada desde a construção de complexas moradias resistentes às ações da natureza até às técnicas de represamento de rios. É incrível constatar como estes verdadeiros engenheiros conseguem trabalhar apenas com a força humana e a matéria-prima encontrada na natureza.



    Desde a época da Colonização do Brasil, quando se praticava o escambo, índios são inferiorizados por ornamentarem suas ocas com espelhos, colheres e outros objetos recebidos    do homem branco em troca de trabalho. E quanto as pessoas que tem suas paredes ornamentadas com arcos-e-flechas? Não são motivo de deboche para os indígenas? Não precisa ser antropólogo para entender quão ridículo é o pensamento de que os povos indígenas são inferiores.

   A máxima em latim de Cícero: “Historia Magistra Vitae” (História mestra da vida) sugere que devemos estudar a história para aprender com os exemplos do passado como melhor nos comportarmos no presente. Espero que sejamos capazes de olhar criticamente para o passado vergonhoso de dizimação de povos considerados inferiores, a fim de garantir capítulos mais inteligentes e dignos de orgulho no futuro.